
O mês de abril, marcado pela campanha Abril Azul, reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover uma sociedade mais inclusiva. A iniciativa tem relação direta com o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado todo 2 de abril por determinação da Organização das Nações Unidas (ONU). Especialistas em psicologia, educação e saúde destacam aspectos essenciais sobre o autismo e compartilham dicas valiosas para apoiar pessoas no espectro em diferentes contextos.
O TEA é uma condição neurológica que afeta a comunicação e a interação social. Sinais precoces podem ser percebidos já nos primeiros anos de vida, conforme explica a pediatra neonatologista Renata Castro: “A observação atenta dos pais e cuidadores é fundamental para a detecção precoce dos sinais do autismo em bebês de um ano”.
Entre os sinais de alerta estão a falta de contato visual, desinteresse por interações sociais e atraso na linguagem. Para a geneticista Fernanda Ayala, o autismo tem base multifatorial. “Além da influência genética, fatores ambientais podem estar envolvidos. O mapeamento genético é uma ferramenta essencial para compreender cada caso”, observa ela.
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A neuropsicóloga Nathalie Gudayol, por sua vez, reforça a importância do Abril Azul como um momento de conscientização. “O autismo não é uma doença, mas uma forma diferente de funcionamento cerebral. A sociedade precisa desenvolver mais empatia e respeito para garantir uma inclusão real”, aponta.
Confira a seguir 10 dicas para apoiar pessoas no espectro:
- Respeite os limites sensoriais: ambientes com sobrecarga sensorial podem ser desafiadores. O afastamento pode ser necessário para regular emoções.
- Crie ambientes seguros e previsíveis: espaços estruturados e o uso de objetos sensoriais ajudam a prevenir crises.
- Ensine sobre emoções: dificuldades na expressão emocional são comuns. Trabalhar o reconhecimento das emoções facilita a comunicação.
- Identifique sinais precoces na escola: a escola deve acolher a família e sugerir avaliação especializada quando necessário.
- Garanta uma inclusão escolar efetiva: inclusão promove autoestima e desenvolvimento social.
- Adapte o currículo: dividir tarefas e oferecer pausas evita sobrecarga.
- Capacite educadores para a inclusão: O conhecimento sobre autismo facilita o manejo de desafios em sala de aula.
- Fortaleça a parceria entre escola, família e terapeutas: essa conexão favorece o progresso do aluno.
- Combata o bullying e valorize as diferenças: ambientes que respeitam a diversidade são essenciais para o bem-estar de todos.
- Compreenda os desafios emocionais: a hipersensibilidade sensorial pode levar a estados de sobrecarga intensa.
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