
O governo federal lançou, nesta quarta-feira (23/9), uma página com previsões sobre os impactos do El Niño nas cinco regiões do país e orientações para situações de emergência. A plataforma indica os principais riscos que devem ser monitorados e explica como a população pode agir diante de enchentes, deslizamentos, incêndios florestais, ondas de calor e outros eventos extremos.
Segundo a plataforma, no Norte, a atenção está voltada à deficiência hídrica e a possíveis impactos na navegabilidade. No Nordeste, o alerta envolve as áreas agrícolas. O Centro-Oeste pode enfrentar incêndios e efeitos sobre a produção no campo, enquanto o Sudeste deve monitorar incêndios e ondas de calor. Para o Sul, os principais riscos apontados são enchentes e deslizamentos.
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O conteúdo também orienta a população sobre como agir em casos de enxurradas, alagamentos, inundações, granizo, vendavais e tornados, além de períodos de baixa umidade. Os dados de monitoramento e alertas são produzidos por órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Estrutura de resposta
Segundo o governo, a estrutura federal preparada para enfrentar os efeitos do fenômeno conta com 272 bases operacionais, 6.686 profissionais e 49 aeronaves. Em julho, o país também tinha 4.410 brigadistas federais registrados. O Executivo informou ainda ter destinado R$ 1,3 bilhão em recursos emergenciais para segurança alimentar, saúde, monitoramento e prevenção e combate a incêndios.
A atuação é coordenada pela Sala de Situação do El Niño, que articula áreas como saúde, energia, agricultura, assistência social, segurança alimentar, estiagem, incêndios e prevenção de desastres.
Estados e municípios podem consultar orientações para elaborar planos de contingência e preparar serviços de defesa civil, saúde, infraestrutura, assistência social e meio ambiente. O site também informa como solicitar apoio da União antes e depois de desastres, incluindo assistência humanitária e recursos para restabelecer serviços essenciais.
Desenvolvida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e pela Casa Civil, a página está disponível no portal do Planalto.
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