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À frente do novo "Vitrine", da TV Cultura, Laíze Câmara revela olhar múltiplo

Laíze Câmara assume a apresentação do "Vitrine", que voltou à TV Cultura, e celebra trajetória multiplataforma que inclui, ainda, a atuação. Como atriz, ela esteve recentemente em "Guerreiros do Sol", do Globoplay

Laíze Câmara apresenta o programa Vitrine, na TV Cultura -  (crédito: Nadja Kouchi)
Laíze Câmara apresenta o programa Vitrine, na TV Cultura - (crédito: Nadja Kouchi)

Depois de 15 anos fora do ar, o Vitrine está de volta à TV Cultura — e com uma nova cara. O programa que marcou gerações entre 1990 e 2011 ganha um novo comando: o de Laíze Câmara, artista multiplataforma que acumula mais de 15 anos de experiência no audiovisual como diretora, roteirista, atriz e montadora.

A reedição do Vitrine mantém a essência inquieta que sempre foi sua marca, mas atualiza o debate para os desafios do presente. A proposta agora é analisar as diferentes formas de comunicação e consumo de conteúdo na era digital, além de revelar os bastidores da própria emissora. Em tempos de excesso de informação, inteligência artificial e redes sociais, o programa se propõe a ser um espaço de reflexão crítica sobre como as histórias circulam e como as linguagens se transformam.

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"O Vitrine sempre teve como essência discutir comunicação, comportamento e linguagem. Hoje, essas transformações passam inevitavelmente pelas plataformas digitais, pela inteligência artificial, pelas redes sociais e pelas novas formas de produzir e consumir conteúdo", afirma Laíze. "Acho que o papel do Vitrine é justamente olhar para essas mudanças com curiosidade e espírito crítico, sem perder a capacidade de dialogar com públicos diferentes", completa.

De repórter de Carnaval a apresentadora

A trajetória de Laíze na TV Cultura já era sólida antes do convite para assumir o Vitrine. Nos últimos anos, ela cobriu o Carnaval de São Paulo para a emissora e atuou como repórter no Prelúdio, programa dedicado à música clássica. Mas foi dirigindo o documentário sobre os 30 anos da Palavra Cantada — dupla infantil que é patrimônio afetivo de milhões de brasileiros — que Laíze se reconheceu plenamente como realizadora e consolidou sua identidade artística.

"Foi nesse documentário que me reconheci plenamente como diretora. Eu já havia montado dezenas de documentários e dirigido outros projetos, mas, de alguma forma, foi durante a realização desse filme que essa identidade se consolidou", conta.

O documentário, que exigiu pesquisa profunda e acompanhou momentos imprevisíveis — como a indicação da dupla ao Grammy Latino e a perda de um de seus compositores mais importantes —, também revelou o olhar sensível de Laíze para as histórias humanas. "Nós viramos uma família nesses anos. Tenho profundo amor por Paulo e Sandra. Como se fossem da minha família mesmo", destaca.

 

Laíze Câmara, atriz e apresentadora
Laíze Câmara, atriz e apresentadora (foto: Carlos Salles)

 

Atriz e engenheira

Além da atuação na TV Cultura, Laíze tem uma carreira diversificada. Seu último trabalho como atriz foi na série Guerreiros do Sol, do Globoplay, mas sua formação inclui até mesmo a engenharia — área que, segundo ela, contribuiu para seu pensamento lógico e objetivo na gestão de projetos audiovisuais.

"A engenharia me deu, principalmente, um pensamento lógico e uma visão muito objetiva dos processos. No audiovisual, a criatividade é fundamental, mas ela precisa conviver com prazos, orçamento, equipes e entregas", explica.

Essa versatilidade é um diferencial no comando do Vitrine. Laíze enxerga a pauta desde a ideia inicial até a edição final, e valoriza o trabalho colaborativo com uma equipe enxuta, mas talentosa, que inclui os diretores Duda Maria e Maurício Arruda, e a roteirista Tatiana Engelbrecht.

"A atuação me deu uma escuta muito sensível e a capacidade de me colocar no lugar do outro. Já a direção, o roteiro e a montagem me deram uma compreensão muito ampla de todo o processo", resume.

Futuro

Para os próximos anos, Laíze já planeja novos voos. Ela manifesta o desejo de realizar um longa-metragem de ficção autoral, unindo sua experiência em documentários, televisão e roteiro.

"Depois de tantos anos transitando entre documentários, televisão e diferentes formatos, tenho curiosidade de desenvolver uma história desde a concepção, passando pelo roteiro, até a direção. É um formato que me instiga muito e que gostaria de explorar no momento certo", revela.

Por enquanto, o foco está no reencontro com o público do Vitrine, que volta à grade dos sábados, ás 22h, com reapresentações aos domingos, às 19h, e nas madrugadas de terça, à 0h. 

 


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postado em 30/07/2026 17:30
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