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Animação e curtas marcam a noite deste sábado (12/9) no Festival de Brasília

Neste sábado (12/9), os filmes exibidos serão 'Ana, en passant' de Fernanda Salgado e os curtas 'Mariposa' e 'Vejo você de repente'

Público acompanhar exibições no Festival de Brasília -  (crédito:  CARLOS VIEIRA)
Público acompanhar exibições no Festival de Brasília - (crédito: CARLOS VIEIRA)

Mais um dia do Festival de Brasília se inicia em um dos principais cinemas de rua do país, o Cine Brasília. Nesta noite de sábado (12/9), o longa exibido na Mostra Competitiva Nacional será Ana, en passant, animação da diretora Fernanda Salgado.

Fernanda Salgado, diretora de Ana, en passant, afirma que história gira em torno de uma jovem mulher tentando encontrar seu lugar no mundo. A animação surgiu para um poder poético ainda maior a essa narrativa.

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Abrir a Mostra Competitiva Nacional é uma honra para Fernanda e sua equipe. “É meu primeiro longa, que traz como protagonistas mulheres negras e essa sensibilidade. Fico muito feliz que o Festival tenha reconhecido isso. É um dos festivais mais importantes do Brasil, de cinema brasileiro”, ressalta.

A diretora acha importante o convite do festival para mostrar que animação também é cinema brasileiro. “A importância do Festival de Brasília está nesse lugar crítico, nesse lugar de invenção e de poética também. Vai justamente de encontro a tudo que o filme traz, a tudo que o filme se propõe. Foi um encontro maravilhoso e nos sentimos muito, muito honradas de estar aqui”, ressalta.

A produção marca um ponto de virada na trajetória da atriz Jéssica Pierina, que dá voz à protagonista Ana e viu no projeto a porta de entrada para o audiovisual. "Foi o meu primeiro longa e o começo para entrar no cinema. Depois dele, fiz várias outras protagonistas, inclusive por causa dele. Viver a Ana foi um processo muito especial não só por ser meu primeiro grande trabalho no cinema, mas também porque é uma personagem muito sensível, que tocou o meu coração. Ela está passando por um processo de descoberta e redescoberta depois de um luto”, compartilha.

A atriz também celebra a oportunidade de estrear o projeto no Festival de Brasília. Para Jéssica, a participação no evento reforça o valor do incentivo à produção artística no país. "Acho muito bonito fazer uma estreia nacional aqui. É o primeiro festival de cinema do Brasil, o primórdio desses grandes eventos que temos no país. Nem preciso falar da importância do fomento à cultura, à educação e à arte, porque isso realmente transforma vidas, assim como transformou a minha”, afirma.

Curtas da noite

Com direção de Alexandre Américo e Pedro Vitor, o curta-metragem potiguar Mariposa (14 min) explora a linguagem experimental sob uma perspectiva anticapacitista para contar a história de Dona Zefa e Oliveira. Ambientada nas dunas de Santa Rita (RN), onde o vento desenha o tempo e a memória se confunde com a paisagem, a narrativa mergulha na tensão entre o silêncio, com foco na resistência e nos ritos de duas existências movidas pelo desejo.

Quase três décadas após a partida repentina do artista plástico cearense Da Costa, sua filha recorre a poucas pistas para visitar o fantasma do pai no documentário Vejo você de repente (12 min). A obra aborda a ausência, a memória e a busca por um reencontro simbólico a partir desse rastro familiar. A direção é de Aída da Costa, arquiteta e urbanista formada com trajetória na produção audiovisual.

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JH
postado em 12/09/2026 22:02
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