
O 68º Prêmio Jabuti foi anunciado na noite de ontem, terça-feira, 27 de outubro de 2026, na Sala São Paulo, em cerimônia realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ao todo, foram anunciados os vencedores de 23 categorias do concurso, além da premiação principal, a premiação de Livro do Ano, vencida por Ruy Castro.
Cada um dos ganhadores recebe a estatueta do Jabuti e R$5 mil, já o autor do Livro do Ano, leva para casa R$70 mil e pode participar de uma das principais feiras internacionais do livro, com as despesas custeadas pela CBL.
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A cerimônia foi conduzida pelos jornalistas Michelle Loreto e Fabrício Battaglini, que foram curadores do Espaço Saúde e Bem-Estar da Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano.
Jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Ruy Castro foi o grande vencedor pelo segundo ano consecutivo; seu livro, Trincheira Tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio foi escolhido como o Livro do Ano e venceu na categoria Biografia e Reportagem.
Já a escritora Eliana Alves Cruz derrotou concorrentes de peso, como Milton Hatoum, de Dança de enganos e Itamar Vieira Junior, de Coração sem medo, e levou o troféu de Romance Literário com Meridiana, obra que aborda questões de identidade, memória e ancestralidade negra, explorando as marcas do racismo e as relações familiares.
Um dos prêmios mais concorridos da noite era o de poesia, categoria na qual se destacava a reunião de poemas de Adélia Prado, O Jardim das Oliveiras. O vencedor, porém, foi Alberto Martins, autor de Boris e Marina, obra inspirada em correspondências dos escritores russos Boris Pasternak e Marina Tsvetáieva e do austríaco Rainer Maria Rilke.
A Letra, de Leo Cunha e Raquel Matsushita , foi escolhido como o melhor livro infantil; e o juvenil foi para A Única da Sala, de Tathyana Viana.
Na categoria de Conto, o vencedor foi Abáz, autor de Massaranduba. O jornalista e escritor Humberto Werneck foi premiado por Viagem no país da crônica, livro que analisa a trajetória de um gênero literário de forte tradição no Brasil.
O sociólogo Túlio Custódio venceu na categoria Artes, pelo volume Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1949 a 1990. o Prêmio de Negócios foi para o filósofo Mario Sergio Cortella, autor de Não se Esqueça!: memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade.
O psicanalista Paulo Schiller foi premiado na categoria Saúde e Bem-Estar por A paixão pela mentira: a família e as tiranias. e Rubens Figueiredo venceu pela tradução de O Cavaleiro de Bronze e outros Contos e Versos, do russo Aleksandr Púchkin.
Além dos prêmios já conhecidos, o Jabuti estreou esse ano uma nova categoria, Incentivo à Leitura: Cultura Digital, dedicado a produtores de conteúdo projetos virtuais que promovem o hábito da leitura. o primeiro ganhador foi o colunista do Globo, Pedro Pacifico, o Bookester.
Diversão e Arte
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