
O CEO da Acciona no Brasil e head do Lide Infraestrutura, André De Angelo, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 7.063/17, que institui a nova Lei Geral de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). A proposta tem o objetivo de modernizar a Lei de Concessões, que entrou em vigor em 1995, e a Lei de PPPs, de 2004. O texto, no entanto, está parado há mais de um ano no Senado Federal, após ter passado pela Câmara dos Deputados, sob a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).
Na visão do especialista do Lide, as atuais legislações que regem as PPPs e concessões estão desatualizadas, por apresentarem “lacunas interpretativas”. Segundo ele, o projeto teria o poder de adaptar as normas às novidades de infraestrutura, além de garantir formas de reequilíbrio e resolução de conflitos.
“Uma lei dessa atualizada é muito importante para nós. E não é sobre criar regra nova, é sobre fechar essa lacuna que eu comentei antes entre o que está escrito no contrato e o que de fato acontece quando o imprevisto chega. E uma coisa é certa, ele chega”, destacou o CEO, durante o 8º Brasília Summit, nesta quarta-feira (5/8), promovido pelo Lide — Grupo de Líderes Empresariais —, em parceria do Correio Braziliense, e que teve como tema “A segurança jurídica e o desafio da infraestrutura no Brasil”.
De Angelo acredita que o Brasil detém um enorme potencial para atrair investimento em infraestrutura, por apresentar uma demanda robusta, além de capacidade técnica e oportunidade em praticamente todos os segmentos que compõem o setor. No entanto, ainda falta um ambiente atrativo para o investidor aplicar recursos de forma segura, sem contar com a incerteza de brechas na lei.
“O que precisamos continuar fortalecendo é um ambiente institucional que assegure ao investidor que o compromisso assumido hoje continue sendo respeitado amanhã. E segurança jurídica não beneficia só a empresa. Ela protege o interesse público, ela que permite transformar o projeto em realidade, gerar emprego, movimentar a economia e promover um desenvolvimento sustentável”, acrescentou.

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