
O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% ao ano a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2026. A estimativa consta no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (21/9), com base nas expectativas coletadas até 18 de setembro. Para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão subiu de 4,90% para 4,92%.
Para 2027, a projeção para a Selic permaneceu em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa continua em 10,50%, enquanto para 2029 é de 10% ao ano. A previsão para o IPCA em 2027 ficou estável em 4,30%. Para 2028, a estimativa permanece em 3,80%, nível mantido há oito semanas. Em 2029, a projeção continua em 3,50%, onde está há 55 semanas.
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A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a estimativa caiu de 1,45% para 1,43%. As previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 1,87% e 2%, respectivamente. No câmbio, o mercado prevê o dólar a R$ 5,20 no fim de 2026, R$ 5,28 em 2027, R$ 5,30 em 2028 e R$ 5,36 em 2029.
Nas contas públicas, a previsão para o resultado primário em 2026 passou de deficit equivalente a 0,45% do PIB para 0,42%. Para 2027, a estimativa é de deficit de 0,40% do PIB. A projeção para a dívida líquida do setor público permanece em 70% do PIB em 2026. A expectativa é de aumento gradual nos anos seguintes, chegando a 79,04% do PIB em 2029.
No setor externo, o mercado prevê superavit de US$ 77 bilhões na balança comercial em 2026 e de US$ 79 bilhões em 2027. Para a conta corrente, a estimativa é de deficit de US$ 60 bilhões neste ano.
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