
A Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol, se manifestou, nesta sexta-feira (31/7), sobre o novo projeto proposto pela Fifa, entidade máxima do futebol internacional. Por meio de nota, a entidade sul-americana confirmou a abertura de um processo de consulta a outras federações, além da convocação de uma reunião extraordinária do próprio conselho para avaliar a proposta.
No entanto, não se posicionou sobre o caso. A atitude vai na contramão de outras federações, como Uefa (Europa), Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia). Todas as três se posicionaram de forma contrária à Fifa, que pretende criar uma empresa para administrar competições e vender ações a investidores privados.
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A Conmebol, apesar disso, garantiu que agirá com "prudência, responsabilidade e espírito de colaboração". "O futebol vem sempre em primeiro lugar. Desde que a Conmebol tomou conhecimento da proposta apresentada pela Fifa relativa ao projeto FFE, e em conformidade com os seus procedimentos institucionais, iniciou um processo de consulta junto das suas Associações Membro e convocou uma reunião do seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que a matéria exige", afirmou, em um trecho da nota.
Veja a nota completa publicada pela Conmebol:
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Plano da Fifa passa pela "venda" do futebol
Na última terça-feira (28/7), a Fifa anunciou a intenação de criar uma empresa que ficasse responsável pela operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo, por exemplo. O principal objetivo da nova corporação é vender participações minoritárias a investidores privados.
Por meio dessas vendas, a Fifa pretende arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). Há, no entanto, a necessidade da realização de uma votação com as 211 associações que formam a Fifa. Ou seja, o plano precisa ser aprovado.
A Fifa Forward Enterprise (FFE), a nova empresa, seria controlada pela Fifa, mas teria a função de consolidar as operações comerciais dos torneios. Com este dinheiro, a entidade promete aumentar o montante pago às federações. Hoje, desembolsas R$ 41 milhões. Em caso de aprovação, o montante aumentaria para R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038.
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