
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou na noite desta sexta-feira (31/7) que o plano de vender parte das ações da Copa do Mundo a investidores privados não será concretizado. A desistência da Fifa foi anunciada por meio de nota oficial.
Como justificativa, Infantino afirmou que o projeto "criou divisões". "Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral", afirmou.
"Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar", acrescentou.
Na última terça-feira (28/7), a Fifa havia anunciado que pretendia criar uma empresa que ficasse responsável pelas principais competições da entidade, como a Copa do Mundo, por exemplo. O grande objetivo da nova corporação era de vender participações minoritárias a investidores privados. Por meio dessas vendas, a Fifa pretendia arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões).
A Fifa Forward Enterprise (FFE), como a empresa se chamaria, seria controlada pela Fifa, mas teria a função de consolidar as operações comerciais dos torneios. Com este dinheiro, a entidade prometia aumentar o montante pago às federações.
Para que entrasse em vigor, o plano precisaria ser aprovado por todas as 211 assosicações filiadas a Fifa. O prazo final para manifestações era o dia 19 de setembro. No entanto, algumas das entidades logo se pronunciaram.
A primeira foi a Uefa. A União das Associações Europeias de Futebol afirmou que todas as 55 unidades que a compõem boicotariam todas as competições da Fifa enquanto a ideia de Infantino não fosse abandonada. O boicote entraria em vigor já na Copa do Mundo Feminina, marcada para acontecer em junho de 2027, no Brasil.
Em seguida, Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia) também se posicionaram contra. África e Oceania, assim como a Conmebol (América do Sul), se manifestaram, mas evitaram se posicionar. O órgão sul-americano, inclusive, foi o último a vir à frente para falar sobre o assunto.
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