
O diretor do Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, anunciou, nesta terça-feira (17/3), que renunciou ao cargo. Em postagem nas redes sociais, além de comunicar a decisão, Kent criticiou as ações da Casa Branca em relação ao Oriente Médio. Desde o dia 28 de fevereiro, EUA e Israel travam conflito um contra o Irã, após invadirem o país do Oriente Médio. Entre as ações conjuntas de Washington e Tel Aviv, estão o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o bombardeio à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul iraniano, que resultou em 175 mortes.
"Após muita reflexão, decidi renunciar ao meu cargo de Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, com efeito a partir de hoje", escreveu.
"Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra no Irã. O Irã não representava ameaça iminente para nossa nação, e está claro que nós começamos isso por pressão de Israel e seu poderoso lobby americano", acrescentou Joe Kent.
Veja a postagem feita por Joe Kent:
After much reflection, I have decided to resign from my position as Director of the National Counterterrorism Center, effective today.
— Joe Kent (@joekent16jan19) March 17, 2026
I cannot in good conscience support the ongoing war in Iran. Iran posed no imminent threat to our nation, and it is clear that we started this… pic.twitter.com/prtu86DpEr
Trump classifica saída como "positiva"
O presidente americano Donald Trump afirmou, após a primeira onda de ataques contra o Irã, que a nação médio-oriental representava uma "ameaça iminente" aos EUA.
Segundo informações do portal BBC, a Casa Branca dispensou a carta enviada por Joe Kent a Trump. O republicano, além disso, afirmou que tem "evidências suficientes" de que o Irã atacaria os Estados Unidos primeiro, caso os norte-americanos não tivessem se agido com antecedência.
Nesta terça, no Salão Oval, Trump afirmou que enxergava Kent como um "cara legal", mas "fraco para cuidar da segurança". O presidente ainda disse que a carta de demissão de Kent o fez perceber que "a demissão dele terminou como algo positivo". O mandatário também discordou das declarações do ex-diretor sobre a ausência de ameaças por parte dos iranianos.

Mundo
Mundo
Mundo
Mundo
Mundo
Mundo
Mundo