
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), notificou nesta quarta-feira (23/9) o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para que preste informações sobre os registros de entrada e saída do Senado Federal de diversas pessoas, incluindo o da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Na decisão, Fux concede o prazo de 10 dias para que Alcolumbre se manifeste sobre os registros de acesso de desde 1° de fevereiro de 2019. O magistrado diz que, neste caso, “não se vislumbra violação da intimidade ou de informações pessoais a partir da pretensão do impetrante”.
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A solicitação também envolve os registros do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como Lulinha; o "Careca do INSS", Antônio Carlos Camilo Antunes; e o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico.
Fux também determinou a comunicação formal da ação à Advocacia do Senado. Depois da manifestação de Alcolumbre, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que também terá o prazo improrrogável de 10 dias para apresentar um parecer.
O pedido dos registros foi apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). Ele protocolou o mandado na Justiça Federal do Paraná, que encaminhou a matéria para o STF por envolver Davi Alcolumbre.
Antes do mandado de segurança, o vereador tentou obter os registros três vezes por meio da Lei de Acesso à Informação, mas todos foram negados pelo Senado, com a justificativa de que se tratava de informações de caráter pessoal.
Inicialmente, o processo foi distribuído a Moraes, que se declarou impedido na noite de segunda-feira (21), se afastando da relatoria do caso, tendo em vista que envolve sua esposa. Ele citou o Código de Processo Civil (CPC) que estabelece o impedimento do juiz nos casos em que é, entre outros pontos, "parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro".
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