segurança pública

Ministro de Lula minimiza adesão de países a Trump contra PCC e CV

Titular da Justiça afirma que classificação adotada por outros países não muda estratégia brasileira de combate às facções criminosas

Wellington César minimiza impacto da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
Wellington César minimiza impacto da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, descartou, nesta quarta-feira (23), que a adesão de 14 países à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas aumente a pressão internacional sobre o Brasil. A medida acompanha a posição adotada pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Durante agenda no Rio de Janeiro, Wellington minimizou os efeitos da decisão e afirmou que a classificação adotada por outros governos representa uma questão de "rótulo". Na avaliação do ministro, a mudança de nomenclatura não altera a estratégia brasileira de enfrentamento às organizações criminosas.
O titular da Justiça ressaltou que o país já dispõe de instrumentos próprios para combater as facções e citou a Lei Antifacção. Segundo ele, a legislação brasileira é "muito severa", inclusive quando comparada à Lei Antiterrorismo.

Wellington também afastou a possibilidade de a adesão conjunta dos países produzir consequências diferentes das registradas anteriormente, quando outros governos já haviam adotado medidas semelhantes.

"O que nós tivemos há uma semana atrás, meses talvez, foi a mesma conduta adotada, e a normalidade continuou. O que nós tivemos agora foi a adesão de um bloco de países. Não há motivo para ninguém imaginar que o desdobramento seja diferente".
 
 

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AH
postado em 23/09/2026 16:26 / atualizado em 24/09/2026 13:49
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