Congresso

Senadores pedem a Cármen Lúcia instalação do Conselho de Ética do Senado

Ministra sinalizou que decisão cabe ao Senado, mas que analisaria o caso

Viana disse que ministra está analisando o caso e seguirá com a questão constitucional -  (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado)
Viana disse que ministra está analisando o caso e seguirá com a questão constitucional - (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado)

Os senadores Carlos Viana (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) se reuniram nesta quarta-feira (23/9) com a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles pediram à ministra que se manifeste “com a maior brevidade possível” sobre a ação sob sua relatoria que trata da determinação da instalação do Conselho de Ética no Senado Federal.

“Pedimos uma apreciação com a maior brevidade possível da questão do mandado de segurança, que é uma vergonha para nós senadores, mas a gente não tem a quem recorrer”, afirmou Girão à imprensa.

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O encontro ocorre em meio à crise de credibilidade do STF e a uma série de pedidos de impeachment contra ministros parados no Senado Federal, apesar do apoio da oposição. Além disso, mesmo com uma série de pedidos, não foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso do Master.

“A ministra está analisando o caso e seguirá exatamente com a questão constitucional. Ela entende que é uma decisão do Senado, mas diante de tudo que nós colocamos…”, explicou Viana.

A “inércia” do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), diante de pedidos de impeachment e CPIs é apontada pelos senadores como resultado de um “conflito de interesse” com o caso do Banco Master.

“A Amprev mandou R$ 400 milhões à caixa da Previdência do Amapá do dinheiro dos aposentados para o Banco Master. O presidente da Amprev é tesoureiro de campanha de Alcolumbre. O irmão é conselheiro fiscal da Amprev. No mínimo existe um conflito de interesse”, disse o vice de Romeu Zema (Novo) à Presidência.

Os senadores buscam a instalação do Conselho para analisar casos de senadores envolvidos em escândalos, como o do Banco Master. Eles citam o caso do presidente do PP, Ciro Nogueira, e do senador Jaques Wagner (PT-BA), ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo a Polícia Federal.

O Conselho não foi instalado desde que Alcolumbre assumiu a presidência no início de 2024. “É inadmissível que o Senado continue ausente das discussões e da crise institucional que tem no Brasil. É fundamental que investiguemos os próprios senadores citados nos escândalos”, defendeu Viana.

O senador ainda chamou a decisão de Alcolumbre de não dar andamento às propostas como “blindagem”. Ele defendeu que, caso haja necessidade, o Conselho também discuta o afastamento do presidente da Casa. “Ou Alcolumbre cumpre o que está na Constituição ou ele não tem mais condições de permanecer na Presidência da Casa”, afirmou Viana.

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postado em 23/09/2026 18:05
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