Segurança digital

O que fazer se seu banco sofrer ataque hacker e dados vazarem

Especialistas recomendam troca de senhas, monitoramento de CPF e boletim de ocorrência; entenda seus direitos como correntista

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ao saber de um incidente de segurança envolvendo seu banco, é preciso agir rápido para minimizar os riscos. As primeiras horas são as mais importantes -  (crédito: Magnific)
ao saber de um incidente de segurança envolvendo seu banco, é preciso agir rápido para minimizar os riscos. As primeiras horas são as mais importantes - (crédito: Magnific)
postado em 22/09/2026 21:49 / atualizado em 22/09/2026 21:52

A recente instabilidade nos sistemas do Banco de Brasília (BRB), supostamente causada por um ataque hacker (que resultou no desvio de R$ 43 milhões de recursos de depósitos judiciais), acende um alerta para clientes de todas as instituições financeiras. Diante da possibilidade de um vazamento de dados, a agilidade do correntista para se proteger é fundamental para evitar prejuízos e dores de cabeça com fraudes.

Criminosos podem usar informações como nome completo, CPF, e-mail e telefone para aplicar golpes, abrir contas falsas ou solicitar cartões de crédito. Por isso, ao saber de um incidente de segurança envolvendo seu banco, é preciso agir rápido para minimizar os riscos. As primeiras horas são as mais importantes.

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A boa notícia é que existem medidas práticas e eficientes que qualquer pessoa pode tomar para reforçar sua segurança digital. Adotar uma postura proativa diminui drasticamente as chances de se tornar uma vítima.

O que fazer para se proteger agora

Mesmo que não haja confirmação oficial de que dados de correntistas foram vazados, as medidas a seguir são preventivas e recomendadas em qualquer incidente de segurança. As primeiras ações devem ser focadas em bloquear acessos indevidos e monitorar qualquer atividade suspeita. São passos simples que aumentam a barreira de proteção em suas contas.

  • Altere suas senhas imediatamente: comece pela senha do aplicativo e do site do banco afetado. Depois, mude as senhas de outros serviços, principalmente se você costuma repetir a mesma combinação em lugares diferentes. Dê preferência a senhas fortes, com letras, números e símbolos.

  • Ative a autenticação de dois fatores: essa camada extra de segurança exige um código temporário, geralmente enviado para o celular, para autorizar o acesso à conta. Ative o recurso no aplicativo do seu banco e em outros serviços importantes, como e-mail e redes sociais.

  • Monitore seu extrato bancário: verifique suas transações com frequência em busca de qualquer compra ou movimentação que você não reconheça. Caso encontre algo estranho, entre em contato com o banco imediatamente para bloquear o cartão e contestar a despesa.

Ações importantes nos próximos dias

Após as medidas emergenciais, outras providências ajudam a ter um panorama completo de possíveis danos e a criar um registro formal do ocorrido, o que pode ser útil no futuro.

Fique de olho no seu CPF. Utilize serviços de monitoramento de CPF, como as consultas gratuitas da Serasa ou serviços premium de monitoramento contínuo, para verificar se não foram abertas contas ou feitas solicitações de crédito em seu nome. O registro de um Boletim de Ocorrência online também é recomendado, pois o documento serve como prova caso você precise contestar alguma fraude.

Por fim, redobre a atenção com e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp. Golpistas podem se passar pelo banco para tentar obter mais informações. Lembre-se que instituições financeiras nunca pedem senhas ou códigos de segurança fora de seus aplicativos e sites oficiais.

Quais são os direitos do correntista?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece que as instituições financeiras são responsáveis pela segurança das informações de seus clientes. Em caso de vazamento, o banco tem a obrigação de comunicar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e os titulares afetados quando houver risco ou dano relevante.

Caso o cliente sofra algum prejuízo financeiro comprovadamente ligado à falha de segurança do banco, ele tem direito à reparação dos danos, pois a responsabilidade da instituição em casos de fraude é objetiva. Nesses casos, é possível registrar uma reclamação nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, na plataforma consumidor.gov.br, e também no Banco Central.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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