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Grã-Bretanha 2026: guia definitivo de turismo esportivo para brasileiros

Planejamento inteligente une hotel perto da bola, transporte direto e canais confiáveis para não perder nenhuma partida

Grã-Bretanha 2026: guia definitivo de turismo esportivo para brasileiros -  (crédito: Uai Turismo)
Grã-Bretanha 2026: guia definitivo de turismo esportivo para brasileiros - (crédito: Uai Turismo)
Grã-Bretanha 2026: guia definitivo de turismo esportivo para brasileiros (Vista aérea do Estádio Old Trafford iluminado à noite, em Manchester. (Foto: Alamy Stock Photo/Tom McAtee))

A Grã-Bretanha entra em 2026 com um calendário para quem curte turismo esportivo e que transforma a viagem em experiência — dentro e fora dos estádios. Para quem é apaixonado por esporte, o país oferece uma temporada vibrante, recheada de competições de alto nível, atmosfera histórica e estrutura turística de primeira. Londres, Manchester, Liverpool, Glasgow, Cardiff e outras cidades respiram futebol, tênis, automobilismo, rugby e muito mais — um convite irresistível para planejar uma rota que combine partidas inesquecíveis, tours por arenas icônicas e passeios culturais.

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Calendário 2026: onde a paixão vira roteiro de turismo esportivo

De agosto a maio, o futebol domina a cena: assistir a um jogo da Premier League ou da FA Cup é mergulhar no coração do esporte mais popular do mundo. A experiência começa antes do apito inicial: pubs lotados, ruas decoradas com cores locais e a vibração única de clássicos e derbies. Fora do dia de jogo, os tours por estádios como Old Trafford (Manchester), Anfield (Liverpool), Emirates e Tottenham Hotspur Stadium (Londres) revelam bastidores, salas de imprensa e até túneis de acesso ao gramado — uma aula viva de história do futebol.

No verão britânico, o tênis assume o protagonismo com Wimbledon, o mais tradicional dos Grand Slams. O ritual do morango com creme, o silêncio respeitoso nas quadras e a aura do All England Club formam uma combinação rara de elegância e paixão esportiva. Para além do tênis, julho costuma levar multidões a Silverstone para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1: som de motores, fan zones, acesso a áreas interativas e uma atmosfera que contagia até quem não acompanha o automobilismo de perto.

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Entre fevereiro e março, o rugby do Six Nations lota estádios como Twickenham (Inglaterra), Principality Stadium (País de Gales) e Murrayfield (Escócia). É a chance de vivenciar hinos cantados a plenos pulmões e alto espírito esportivo nas arquibancadas. Os corredores têm seu momento em eventos consagrados como a London Marathon, tradicionalmente em abril, e a Great North Run, em Newcastle, no segundo semestre — excelentes para quem quer viajar e competir ou apenas acompanhar uma das maiores festas do esporte de rua. No golfe, o The Open oferece paisagens de cinema em links históricos, sempre com organização impecável e proximidade rara entre público e atletas. Já a clássica Boat Race entre Oxford e Cambridge colore as margens do Tâmisa no fim do inverno ou início da primavera.

Dicas práticas para brasileiros: ingressos, transporte e UK ETA

Para aproveitar ao máximo, planeje com antecedência: ingressos oficiais se esgotam rapidamente, especialmente nas partidas mais disputadas e nos eventos premium. O transporte público (trens e metrôs) costuma ser a maneira mais eficiente de circular entre cidades e arenas, e reservar hospedagem perto das linhas de trem facilita o deslocamento em dias de evento. Leve em conta o clima — camadas e roupas impermeáveis são aliados durante todo o ano.

Atenção ao requisito de entrada: a autorização eletrônica de viagem (ETA) será necessária para todos os visitantes de nacionalidades que não precisam de visto para entrar no Reino Unido. O processo é simples, 100% online, custa £16 e a autorização vale para múltiplas viagens por dois anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. A forma mais indicada é pelo aplicativo oficial “UK ETA”, disponível para iOS e Android. O pedido também pode ser feito pelo site. Solicite com antecedência para evitar imprevistos e ter mais tranquilidade na chegada.

Como escolher hotéis e garantir ingressos para os jogos no Reino Unido

Confira um guia direto e prático para você acertar na hospedagem e comprar ingressos com segurança para futebol, rugby, tênis e grandes eventos. A ideia é reduzir riscos, evitar ciladas e otimizar custo, tempo e experiência no dia do jogo.

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Dicas para escolher o hotel

Localização inteligente

  • Regra de ouro: fique a 10–20 minutos a pé do estádio OU a 1–2 estações de metrô/tram/trem com rota direta. Isso economiza dezenas de minutos no pós-jogo.
  • Alternativa eficiente: hospede-se perto de um hub de transporte (ex.: King’s Cross/St Pancras em Londres, Piccadilly em Manchester, Lime Street em Liverpool, Glasgow Central). Você vai e volta rápido para qualquer estádio.

Calendário e flexibilidade

  • Jogos mudam de data/horário por TV com 4–6 semanas de antecedência. Prefira tarifas com cancelamento grátis ou alteração sem multa.
  • Finais de semana de clássico, finais de copa, Six Nations, F1 e Wimbledon elevam preço e exigem reserva com meses de antecedência.

Estratégia de preço

  • Em matchday, a diária pode subir 40–100%. Reserve cedo e use alertas de preço.
  • Compare “pague agora” (mais barato) vs. “tarifa flexível” (mais segura para remarcações).
  • Programas de fidelidade (Hilton Honors, Marriott Bonvoy, Accor Live Limitless) ajudam com upgrades e cancelamento mais maleável.

Tipo de hospedagem

  • Redes internacionais: padrão consistente, boa logística, geralmente mais caro.
  • Aparthotels: ótimo para grupos/famílias (cozinha + lavanderia).
  • Pubs/guesthouses: imersão local, mas cheque política de bar em dia de jogo (pode ficar lotado).
  • Perto demais x um pouco afastado: colado ao estádio é prático, mas barulhento; ficar a 1–2 km dá mais tranquilidade e, às vezes, preço melhor.

Matchday “gotchas” do hotel

  • Check-in/late check-out: confirme horários (jogos noturnos podem conflitar).
  • Depósito/segurança: alguns hotéis perto de estádios aplicam regras extras em dias de jogo.
  • Bagagem e café da manhã: pergunte sobre guarda-volumes e horários antecipados.
  • Cores de time: em áreas muito fanáticas, use roupa neutra se não tiver certeza do setor (evita atrito desnecessário).

Acesso e segurança

  • Planeje a rota a pé e o ponto de encontro pós-jogo (sinal de celular pode congestionar).
  • Considere mobilidade reduzida: veja acessibilidade (elevadores, rampas) no hotel e no trajeto.

Dicas específicas que salvam tempo

  • Londres: para Tottenham, muitas vezes é melhor basear-se em Tottenham Hale ou no centro (Victoria Line). Para Wembley, ficar em Wembley Park encurta muito o retorno.
  • Manchester: centro + tram funciona super bem para Etihad; Salford Quays é mão na roda para Old Trafford.
  • Liverpool: ficar no centro facilita ir tanto a Anfield quanto ao Goodison.
  • Glasgow/Cardiff/Edimburgo: base central + trem/metro/tram costuma vencer o trânsito de matchday.

Como comprar ingressos com segurança (e sem dor de cabeça) e montar seu roteiro de turismo esportivo

Canais oficiais primeiro

  • Clubes (Premier League, Championship etc.): vire “member” do clube para ter prioridade de compra. As janelas “members sale” costumam esgotar rápido.
  • Exchanges oficiais: quando o jogo está esgotado, titulares de season ticket revendem a preço de face value no “Ticket Exchange” do clube (Arsenal, Spurs, Chelsea, etc.).
  • Wembley e grandes shows: Ticketmaster é o canal principal para eventos na arena.
  • Rugby: Twickenham (RFU) e Principality (WRU) vendem via plataformas oficiais; Six Nations e Autumn Internationals exigem compra com muita antecedência.
  • Tênis (Wimbledon): ballot e revenda oficial; pacotes de hospitalidade são garantia, porém caros.

Cronograma típico para futebol (modelo prático)

  1. Calendário sai; TV ajusta datas algumas semanas depois.
  2. Torne-se member do clube (quanto antes, melhor).
  3. Fique atento ao “members sale” e já deixe cadastro e cartão salvos.
  4. Se esgotar, monitore o “Ticket Exchange” oficial próximo ao jogo (muitos ingressos aparecem nos 3–5 dias anteriores).
  5. Confirmar horário final do jogo 48–24 horas antes.

Tipos de ingresso e setores

  • Family stand: ambiente mais tranquilo para ir com crianças.
  • Safe standing/restricted view: leia as descrições; visão parcial pode ser bem mais barata, mas pode frustrar.
  • Away end (setor visitante): só compre se você for do time visitante. Em alguns estádios, usar cores do time adversário em setor errado é motivo para retirada.

Ingressos digitais e controle de acesso

  • App oficial do clube/evento: ingressos costumam ser NFC/QR dinâmico; screenshots não funcionam.
  • Um ingresso por telefone: evite depender de um único aparelho para todos. Se possível, distribua para cada pessoa.
  • ID/check de titularidade: alguns clubes checam documento, e o nome no ingresso pode precisar coincidir.

Revenda: como minimizar riscos

  • Priorize exchanges oficiais e revendas a preço de face value (alguns clubes usam Twickets ou Ticketmaster Fan-to-Fan).
  • Sinais de alerta: preços “milagrosos”, pagamento via transferência bancária, ingressos em PDF enviados por e-mail sem verificação no app do clube, promessa de “print at home” para jogos que usam NFC.
  • Se recorrer a marketplace não oficial: use cartão com proteção ao consumidor, verifique políticas de reembolso claro e reputação; aceite que há risco.

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Hospitalidade e agências autorizadas

  • Mais caro, porém geralmente garante lugar e inclui alimentação/lounge. Bom plano B quando tudo está esgotado.
  • Verifique se a agência é “official partner” do clube/organizador.

Acessibilidade (PCD)

  • Cada clube/estádio tem processo específico para ingressos acessíveis (com assento para acompanhante). Normalmente é preciso enviar comprovação e reservar por telefone/e-mail.
  • Consulte mapas de assentos acessíveis e rotas sem degraus.

Mudanças, adiamentos e seguros

  • Se o jogo mudar de data/horário, o ingresso costuma valer para a nova data; reembolso depende da política do organizador.
  • Garanta hospedagem com cancelamento grátis e considere seguro de viagem que cubra eventos/adiamentos.

Em 2026, a Grã-Bretanha confirma: turismo esportivo é mais do que ver um jogo — é viver uma cultura. Para o público brasileiro, é a chance de unir esporte, história e viagem em um roteiro memorável.

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Uai Turismo
Isabella Ricci - Uai Turismo
postado em 22/01/2026 10:06
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