
A Copa do Mundo de 2030 já começou para o turismo internacional. Poucas horas depois de a Espanha conquistar o título mundial de 2026, governos, companhias aéreas, hotéis, operadoras de turismo e agências de viagens voltaram suas atenções para a próxima edição do maior evento esportivo do planeta. Embora para os torcedores a competição tenha terminado dentro de campo, para a indústria do turismo o trabalho apenas começou.
Esse movimento acontece porque megaeventos exigem planejamento de longo prazo. Afinal, a organização de novos voos, a criação de pacotes turísticos, os investimentos em infraestrutura e as campanhas internacionais de promoção dos destinos costumam ser iniciados anos antes do apito inicial. Para quem sonha em acompanhar uma Copa do Mundo de perto, esse também é o momento ideal para começar a planejar a viagem.
Copa do Mundo de 2030 herda o impacto turístico deixado pelo Mundial de 2026
A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história como a primeira disputada com 48 seleções e também como a maior já realizada pela FIFA. Sediada por Estados Unidos, Canadá e México, a competição reuniu milhões de visitantes e reforçou o potencial do futebol como impulsionador do turismo.
Antes mesmo do torneio começar, projeções apontavam que o Mundial poderia movimentar cerca de US$ 30,5 bilhões em atividade econômica, gerar aproximadamente 185 mil empregos e atrair milhões de turistas internacionais ao longo da competição.
Na prática, diversas cidades-sede registraram crescimento na ocupação hoteleira, aumento da demanda por restaurantes, bares, serviços turísticos e atrações culturais. Muitos visitantes aproveitaram a viagem para conhecer outros destinos além das cidades onde ocorreram os jogos, ampliando os benefícios para o setor.
Especialistas ressaltam, entretanto, que esses impactos costumam variar entre os destinos. Enquanto as cidades-sede geralmente experimentam resultados bastante positivos durante o evento, os efeitos para a economia nacional tendem a ser mais concentrados no período da competição. Ainda assim, o legado em infraestrutura, mobilidade urbana e promoção internacional frequentemente permanece por muitos anos.
Copa do Mundo de 2030 será histórica ao unir três continentes
A próxima edição do Mundial promete marcar uma nova página na história do futebol e do turismo internacional.
Pela primeira vez, uma Copa do Mundo será disputada em três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões da competição, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas comemorativas em celebração aos 100 anos da primeira Copa do Mundo, realizada em 1930.
Além do simbolismo histórico, o torneio deverá oferecer aos visitantes uma experiência única, reunindo destinos reconhecidos por seu patrimônio cultural, gastronomia, praias, cidades históricas e diversidade de paisagens.
Para os turistas, isso significa a possibilidade de combinar diferentes culturas em uma única viagem, transitando entre Europa, África e América do Sul durante o mesmo evento esportivo.
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Copa do Mundo de 2026 x Copa do Mundo de 2030
| Copa do Mundo 2026 | Copa do Mundo 2030 |
| Sedes Estados Unidos, Canadá e México | Sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos |
| Jogos comemorativos, não houve | Jogos comemorativos: Uruguai, Argentina e Paraguai |
| Primeira Copa com 48 seleções | Mantém o formato com 48 seleções |
| 16 cidades-sede | Torneio disputado em três continentes |
| Grande impulso ao turismo da América do Norte | Expectativa de fortalecer o turismo entre Europa, África e América do Sul |
| Milhões de turistas internacionais e bilhões de dólares movimentados | Países anfitriões já anunciam investimentos em infraestrutura e promoção turística |
Marrocos acelera investimentos para receber a Copa do Mundo de 2030
Entre os países anfitriões, o Marrocos é um dos que mais aceleram os preparativos para receber turistas nos próximos anos.
O governo marroquino anunciou investimentos superiores a US$ 20 bilhões, destinados principalmente à modernização da infraestrutura, ampliação da rede hoteleira e melhoria dos serviços turísticos. O país também prevê a criação de aproximadamente 60 mil novos leitos, o que representa um crescimento próximo de 20% na atual capacidade de hospedagem.
A estratégia faz parte de um plano de longo prazo para consolidar o Marrocos como um dos principais destinos turísticos da África. A meta oficial é receber cerca de 26 milhões de turistas por ano até 2030, fortalecendo ainda mais sua posição no mercado internacional.
Copa do Mundo de 2030 fortalece o turismo internacional
Muito além do futebol, a Copa do Mundo tornou-se uma das maiores vitrines do turismo global.
A cada edição, milhões de viajantes aproveitam o torneio para conhecer novos destinos, estender a permanência nos países-sede e explorar cidades vizinhas. Não raramente, essas experiências despertam o interesse em retornar futuramente como turistas convencionais.
Por esse motivo, governos costumam utilizar o Mundial como oportunidade para acelerar investimentos em aeroportos, transporte público, sinalização turística, revitalização de espaços urbanos e promoção internacional dos destinos. Esse conjunto de melhorias contribui para fortalecer a atividade turística mesmo após o encerramento da competição.
Mercado de viagens já começa a se preparar para a Copa do Mundo de 2030
Embora o torneio ainda esteja distante, o mercado de turismo já trabalha de olho em 2030.
Nos próximos anos, a tendência é que companhias aéreas estudem novas ligações entre América do Sul, Europa e África, ampliando a conectividade entre os países envolvidos na competição. Paralelamente, operadoras de turismo deverão desenvolver roteiros integrados que permitam aos viajantes conhecer mais de um país durante a mesma viagem.
O setor hoteleiro também acompanha atentamente os investimentos em infraestrutura, enquanto plataformas de hospedagem observam o crescimento esperado da demanda.
Para quem deseja assistir aos jogos presencialmente, especialistas recomendam iniciar o planejamento com antecedência. Tradicionalmente, os primeiros pacotes turísticos começam a ser comercializados entre três e quatro anos antes do Mundial, oferecendo maior disponibilidade de hospedagem, melhores condições de pagamento e mais opções de roteiros.
O legado da Copa do Mundo de 2030 começa muito antes da bola rolar
Mesmo faltando alguns anos para o início da competição, a Copa do Mundo de 2030 já produz efeitos concretos sobre o turismo internacional.
Projetos de modernização de aeroportos, expansão da malha aérea, investimentos em hotéis e campanhas de promoção dos destinos começam a ganhar espaço nas estratégias dos países anfitriões. Da mesma forma, empresas do setor turístico iniciam o desenvolvimento de produtos voltados aos milhões de visitantes esperados para o evento.
Para os viajantes, acompanhar esse processo desde agora representa uma oportunidade de organizar a viagem com tranquilidade e aproveitar as melhores opções que surgirão nos próximos anos.
Mais do que celebrar o centenário da Copa do Mundo, a edição de 2030 promete entrar para a história por reunir seis países, distribuídos por três continentes, em uma experiência que une futebol, cultura, patrimônio histórico e turismo. Antes mesmo do primeiro apito, o maior campeonato do planeta já movimenta uma das indústrias mais importantes da economia mundial: a do turismo.
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